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IOSF

IRMANDADE ODINISTA

Do Sagrado Fogo • IOSF
Tema
CÂNON LITÚRGICO • TRADIÇÃO ODINISTA IOSF

NÓS, ODINISTAS, NÃO SOMOS VIKINGS E NÃO PRETENDEMOS SER

Hails jah Haila!
ᚺᚨᛁᛚᛊ ᛃᚨᚺ ᚺᚨᛁᛚᚨ | 𐌷𐌰𐌹𐌻𐍃 𐌾𐌰𐌷 𐌷𐌰𐌹𐌻𐌰
Haila Frijonds jah Frijonjos Meina!
ᚺᚨᛁᛚᚨ ᚠᚱᛁᛃᛟᚾᛞᛊ ᛃᚨᚺ ᚠᚱᛁᛃᛟᚾᛃᛟᛊ ᛗᛖᛁᚾᚨ!
𐌷𐌰𐌹𐌻𐍃 𐍆𐍂𐌹𐌾𐍉𐌽𐌳𐍃 𐌾𐌰𐌷 𐍆𐍂𐌹𐌾𐍉𐌽𐌹𐍉𐍃 𐌼𐌴𐌹𐌽𐌰

Nós, Odinistas, Não Somos Vikings e Não Pretendemos Ser

A diferença entre a tradição espiritual visigótica e germânica e o circo comercial do neopaganismo de fantasia

Texto Original: Auhusmits Guðja Hoen Falker (Clã Falker • H.O.S.F.) | Tradução e Expansão: Guðja Heidrekr Krähen (Clã Swartrkrahen • I.O.S.F.)

Ter honra e coragem aparece nas nossas atitudes diárias e naquilo que pensamos, falamos e escrevemos. Este manifesto foi redigido originalmente em dezembro de 2013 (na contagem profana da era do crucificado) e, devido à sua extensão na época, acabou dividido em duas partes. Aqui apresentamos o texto unificado, atualizado e expandido com os fundamentos da nossa Irmandade.

Existe uma confusão vergonhosa entre muitos iniciantes que se aproximam da tradição nórdica e germânica: o hábito de bater no peito com orgulho para se autodenominarem "vikings".

Vamos colocar os pingos nos is com base na história real. A palavra viking (do nórdico antigo víkingr) nunca foi o nome de um povo, de uma religião ou de uma cultura inteira O Termo Víkingr Ofício de Saque: Na língua nórdica antiga, fara í víking significava partir em expedição marítima de pirataria ou saque. Era uma atividade exercida por uma pequena parcela da população escandinava tardia, e não uma identidade religiosa. . Era apenas o nome de um ofício temporário, praticado por uma minoria de saqueadores marítimos que atuaram sobretudo perto do ano 1000 da era cristã, época em que grande parte das antigas tribos germânicas continentais e insulares (como anglo-saxões, francos, frísios, jutos, suevos e godos) já havia entrado em declínio militar ou sofrido a conversão forçada ao cristianismo.

O rei visigodo Alarico entrando em Atenas
Os Visigodos comandados por Alarico abalaram o Império Romano no ano 410, séculos antes do início da chamada Era Viking.

Basta olhar o calendário histórico para perceber o tamanho do anacronismo: Roma foi conquistada pelos nossos antepassados Visigodos sob o comando de Alarico no ano 410. Séculos antes de qualquer barco viking saquear mosteiros na Inglaterra, os líderes e sacerdotes (Guðjans) da antiga confederação goda (a nossa Gutþiuða), como o chefe tervingio Wingureiks, já defendiam os santuários (weihs) e erguiam os carros sagrados dos nossos Deuses no continente europeu Wingureiks e os Tervingios Resistência Visigótica: No século IV, muito antes da Era Viking, o líder tervingio Wingureiks percorreu as aldeias godas com a imagem do deus ancestral na carroça ritual exigindo fidelidade ao blōtan contra o avanço romano-cristão. .

1. A Farsa do "Brosatrú", as Feiras Medievais e o Bombardeio da Mídia

De onde veio, então, essa mania moderna de querer ser chamado de viking? Grande parte da culpa recai sobre grupos oportunistas daquilo que chamamos de Brosatrú, gente que está há anos fazendo barulho sem nenhuma seriedade doutrinária e espalhando essa caricatura para atrair incautos.

Junto com eles vieram aqueles que saltaram direto da Wicca para explorar comercialmente os festivais "recreacionistas". Montaram uma salada medieval sem pé nem cabeça, onde misturam épocas históricas que têm séculos de distância entre si, fantasiam-se de pseudo-guerreiros de Ragnarök e vendem toda sorte de quinquilharia esotérica. É claro que tudo isso gira dinheiro; ninguém monta esse circo de graça.

Por causa de pessoas imaturas que vivem de encenar combates de teatro vestidas de guerreiros escandinavos, criou-se uma confusão enorme na cabeça de quem está dando os primeiros passos no Heathendom. Some a isso o bombardeio diário de séries de televisão, filmes e desenhos da indústria do entretenimento, e você verá adultos que não sabem mais separar a realidade histórica da ficção.

Não se engane: o que nós praticamos na Irmandade Odinista do Sagrado Fogo é espiritualidade real, feitiçaria, arte, cultura e religião. Chamar a si mesmo de viking em pleno século XXI não tem pé nem cabeça histórica. Quem quer pisar neste chão precisa estudar de verdade onde está entrando.

2. A Mentira das Telas e o Copia-e-Cola da Internet

Manuscrito antigo escrito em runas (Codex Runicus)
As runas pertencem à tradição germânica antiga (Futhark), não sendo invenção exclusiva dos saqueadores da Era Viking.

Hoje um pai de família odinista precisa ter paciência para explicar aos próprios filhos que nós não somos personagens de desenhos como Como Treinar o Seu Dragão da Netflix. É o mesmo trabalho de explicar que os quadrinhos e filmes da Marvel estão completamente errados.

Nos filmes de Hollywood, inventaram que a deusa Helja seria filha de Óðinn. Qualquer estudante sério das fontes sabe que Helja, a senhora soberana do reino dos mortos (Hailiwadi), é filha de Lōkis (Loki) e da gigante Anggjarbōþa (Angrboða), sendo irmã carnal do lobo Fainris (Fenrir) e da serpente Iormungands (Jörmungandr) Helja e os Corvos Teologia da IOSF: Além da genealogia atestada no Gylfaginning e no Hyndluljóð, a tradição interna preserva o mistério de que os corvos Huginn e Muninn foram presentes entregues por Helja a Óðinn. . Mais ainda: ignoram que na nossa tradição os corvos Huginn (pensamento) e Muninn (memória) foram um presente entregue pela própria Helja a Óðinn. Dá trabalho corrigir essas distorções, mas é sempre melhor ensinar a verdade da tradição germânica e nórdica do que repetir a mesma preguiça mental que todo mundo vende por aí.

A maior parte do que circula em páginas genéricas de Ásatrú e grupos rasos de redes sociais não passa de um copia-e-cola sem filtro.

Sejamos justos em um ponto: existem pessoas sinceras que ouviram o primeiro chamado ancestral justamente quando participavam de jogos ou desses clubes masculinos de internet em busca de identidade. Com o passar dos anos, quebrando a cara por tentativa e erro (aprendendo depois de errar), alguns amadureceram, largaram a fantasia e se tornaram homens e mulheres autênticos na tradição. Mas esses casos são contados nos dedos.

O nosso caminho é vivo e sério; jamais deve ser tratado como brincadeira de fim de semana. Trata-se de um modo de vida firmado em valores e virtudes concretas: no respeito aos nossos antepassados, na guarda das nossas famílias, na devoção aos nossos Deuses e Deusas e na honra prestada à natureza e a todos os seres que habitam os Nove Mundos.

3. Desfazendo Misturas: Runas, Celtas, Gnosticismo e Ásatrú

Para limpar o terreno de vez, precisamos cravar algumas verdades diretas que muita gente tem medo de dizer em voz alta:

  • "Runas Vikings" não existem: O sistema rúnico (como o Elder Futhark e as runas góticas) surgiu entre os povos germânicos muitos séculos antes da Era Viking. Chamar as runas de "runas vikings" é ignorância histórica.
  • Druidas e Celtas são outra religião: Nem o "Homem Verde" nem o panteão celta têm qualquer relação com páginas sérias de mitologia, cultura e religião germânica. Druidas históricos jamais usaram runas germânicas, por mais que séries de televisão como Britannia inventem esse absurdo na tela. Tudo isso é alheio à nossa espiritualidade.
  • Sem sincretismos delirantes nem falso gnosticismo: Causa vergonha alheia ver páginas na internet misturando deuses germânicos e ibéricos com um suposto "Cristo ariano", ou pseudo-pensadores de teclado dizendo que Óðinn seria o "demiurgo" gnóstico e que Loki seria "Jeová disfarçado". Isso é delírio de quem nunca entendeu o politeísmo antigo.
  • Odinismo e Ásatrú não são a mesma coisa: São duas correntes distintas, com histórias, estruturas sociais e trajetórias muito diferentes Odinismo vs. Ásatrú Diferença Estrutural: Enquanto a Ásatrú moderna nasceu na década de 1970 muitas vezes sob formato de associação civil ou prática individualista, o Odinismo Tribal da IOSF estrutura-se no clã (Kuni), no juramento de sangue e na herança visigótica. .

4. Fantasia de Guerreiro, Vaidade de Elenco e Mercantilismo

Se os praticantes do meio heathen querem ser tratados com respeito e honra pela sociedade, precisam parar de agir como cópia barata de figurante de série gritando "Valhalla!" nos comentários da internet. Para um Odinista sério, ser chamado de "viking" chega a ser uma ofensa.

Nós não andamos fantasiados de Ragnar Lothbrok, não usamos capacetes com chifres e não penduramos o Mjöllnir no pescoço por moda ou para pagar de valentão na rua. Seguir o Odinismo ou qualquer vertente legítima da tradição germânica nunca será desculpa para fazer papel de bobo em busca de atenção, tentando parecer um "neo-viking" de periferia tropical.

Se existe gente por aí que gosta de ser chamada de troll gritando o nome de Satanás, ou que jura de pés juntos ser a reencarnação de um guerreiro escandinavo do século IX, isso já saiu da esfera religiosa: é caso psiquiátrico que precisa de tratamento médico.

Fíbula visigótica em formato de águia encontrada na Espanha
Fíbula visigótica do século VI em formato de águia (Espanha): a verdadeira raiz histórica, sóbria e tribal da nossa tradição.

Entenda a diferença prática das coisas. Uma coisa é você ir a uma feira medieval num domingo para passear, se divertir um pouco e observar a fauna neopagã que circula por lá, cheia de "Valquírias de dança do ventre", praticantes de Wiccatrú e bruxas de circo. Outra coisa completamente diferente é o sujeito querer viver fantasiado 24 horas por dia achando que aquilo é sacerdócio.

Se você ganha a vida fabricando cerveja artesanal, trabalhando o couro para encadernar livros, fazendo chifres de bebida ou peças de artesanato, compreende-se perfeitamente que você vista um traje de época na feira: aquele é o seu uniforme de trabalho para vender o seu produto e sustentar a sua casa. Mas não confunda o balcão de vendas com o altar da tribo.

Existe espaço para todos os gostos pessoais, só que ninguém é obrigado a engolir o clichê de que, por sermos Odinistas ou Heathens, temos que aplaudir as palhaçadas de quem ficou traumatizado assistindo à série Vikings na televisão. Tenham maturidade. Vocês já são homens e mulheres crescidos.

Uma coisa é ser um reconstrucionista sério; outra é transformar a tradição num espetáculo de palhaços para vender chifres malfeitos. Não se lucra com o Heathendom, não se vende a imagem dos Deuses e não se faz chacota do sagrado.

É sempre preferível ser duro na verdade do que ser um hipócrita cheio de sorrisos. Já estamos cansados de tanta mediocridade tentando esconder que este é um caminho espiritual exigente. O Odinismo não é passarela de ego onde o sujeito curva os cílios e passa lápis preto e rímel nos olhos para ficar parecido com ator de televisão. Sim, isso acontece literalmente no meio neopagão, e o resultado é ridículo, por mais que os amigos de rede social batam palmas nos comentários.

5. Um Caminho para Pessoas Livres, Fortes e Preparadas

Este caminho nunca foi feito para multidões. Ele pertence a pessoas sérias, livres, comprometidas com a palavra, que estudam, trabalham, constroem carreira, sustentam suas famílias com orgulho e sentiram o chamado real dos Deuses e Deusas no peito.

A nossa Irmandade não é uma seita comercial para prostituir a tradição, nem um grupinho de internet criado para divulgar páginas vulgares de memes, programas de fofoca ou revistinhas eletrônicas de Brosatrú.

Nós, Odinistas, não somos ovelhas mansas do zumbi crucificado. Nós somos as famílias e os clãs reais de Lobos, Dragões, Ursos, Falcões, Javalis, Corujas e Corvos que honram com lealdade e coragem o caminho do Deus de Um Olho Só Os Clãs da Irmandade Totemismo Tribal: Na estrutura da H.O.S.F. e da I.O.S.F., cada clã (Kuni) carrega a força tutelar de seu animal sagrado (como o Falcão do Clã Falker no México e o Corvo Negro do Clã Swartrkrahen no Brasil), unidos sob o mesmo Fogo Sagrado. . Confiamos que as novas gerações de Odinistas ao redor do mundo saberão agir com pulso ainda mais firme para varrer toda essa ignorância e falta de seriedade da nossa porta.

Galaubeins, Fadreins jah Thiuda!

Fé, Família e Tribo!

Assim é o caminho de um Odinista!

Gutané Jér Weiháilag ᚷᚢᛏᚨᚾᛖ ᛃᛖᚱ ᚹᛖᛁᚺᚨᛁᛚᚨᚷ 𐌲𐌿𐍄𐌰𐌽𐌴 𐌾𐌴𐌷 𐍅𐌴𐌹𐌷𐌰𐌹𐌻𐌰𐌲
Auhusmits:
ᚨᚢᚺᚢᛊᛗᛁᛏᛊ
Guðja Hoen:
ᚷᚢᚦᛃᚨ ᚺᛟᛖᚾ
Clan Falker:
ᚴᛚᛅᚾ ᚠᛅᛚᚴᛅᚱ
H.O.S.F. / I.O.S.F.:
ᚺ.ᛟ.ᛊ.ᚠ. • ᛁ.ᛟ.ᛊ.ᚠ.
México • Brasil:
ᛘᛖᚳᛋᛁᚳᚩ • ᛒᚱᚨᛊᛁᛚ
 
Gutané Jér Weiháilag
Brasil

Nosso modo de vida está enraizado no sangue, na honra e no solo das terras de Óðinn, e não respondemos a ninguém além de nós mesmos!

Oðinn á yðr alla • ᛟᚦᛁᚾᚾ ᚨ ᛁᚦᚱ ᚨᛚᛚᚨ
IRMANDADE ODINISTA DO SAGRADO FOGO
CLÃ SWARTRKRÄHEN
Selo Sagrado IOSF